sábado, 19 de dezembro de 2015

#009

Eu tenho medo
Medo de não me verem
De não me ouvirem
De não me sentirem

Houveram momentos em que gritei
Houveram momentos em que calei
Me mostrei, me entreguei,e doei.
Me escondi, me encolhi, me apaguei.

Um dia, porém, entendi.
Como queria ser vista
Se nem eu mesma me via?
Um espelho na minha frente sem imagem.

Como seria?
Onde me encontrarei?
Onde tinha me deixado?
Como eu era?

Tentei máscaras,
Vestir outras faces que não eram minhas.
Tentei fantasias, sonhos e medos.
Nenhum funcionou.

Nada encaixava, nada combinava.
Parti em uma jornada
Sem mapa, sem rumo e sem volta
Não voltaria para a partida.

Eu fugia, mas agora eu apenas ia.
Ia sem olhar para trás.
Porque era lá que ficava meu castelo vazio,
Vazio de alma, de calma e de mim.

Cansei da constantes faltas de imagem.
Percebi que não me encontraria completa
E muito menos perfeita.
Teria que construir.

Com isso, pelo caminho que andava
Coletei aquilo tudo que percebi me pertencer, 
Me acrescentar, me crescer, me melhorar.
E cheguei ao fim da trilha.

Lá tinha um espelho que também era porta.
Me olhei e pela primeira vez me vi.
Sorri e vi que ainda tinha buracos.
Mas todos os tem, eles são necessários.
Decidi, então, abrir a porta e me deixar ir.
E assim me senti flutuar e percebi
Se achar é o mesmo que voar.

A confiança em si mesmo são suas asas.
Elas te carregaram, impulsionaram e te encaminharam.
São essas asas que te tornam pássaro e são elas que fazem o movimento mais importante. 
Graças a transformação, você se torna aquilo que toda ave é:
LIVRE!

sábado, 12 de dezembro de 2015

Maria Mariana #008

Aí Maria, por que este nome?
Por que estas faces?
Por que tão cansada?
Por que tão pobre?
Por que tão refém?

Tiraram sua casa Maria?
Tiraram seu rio?
E agora, Maria, como vai alimentar os seu filhos?
Me diga, Maria, com que madeira vai sustentar sua casa?

Cada a renda, hein Maria?
Tá com José? 
E cadê ele, Maria?
A lama também levou.

E agora Maria, como fica o teu nome?
Fica manchado de dor e de fome
De perda e de luta
E de uma força absurda

Não abaixa a cabeça agora não Maria
Se não outra lama te leva
Essa lama chamada tristeza
Te carrega e não solta mais.

Veste estas faces, Maria,
E não ande para trás
Só sobrou o que está à frente
Atrás só tem resto
E resto não se come, não se vende e nem se veste.
Agora, Maria, vai ter que viver com aquilo que nem tinha.

Os peixes não tem mais
As paredes estão nuas
As fotografias estão perdidas 
As cédulas de dinheiro, molhadas
Pois é, Dona Maria, vai ter que achar agora um novo rumo pra seguir e uma nova estaca para se apoiar.
Agora Maria virou Mariana.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Na minha mente #007

Eu te olho e você me vê.
Que engraçado, nunca vi isso acontecer.
Isso é novo. Você faz isso com todo mundo? Espero que não.
Você sorri para mim. Boto uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Você fala comigo. Pergunta como estou, fala do seu dia, fala dos seus gostos, do que você gosta de fazer. Você canta. Você encanta.
Eu fico vermelha. Sorriu de volta. Tento falar algo sem parecer boba. Oh! Meu Deus! Acho que falei besteira. Vou fingir que não falei. Saiu, volto, saiu de novo. Você ri de novo e fala algo similar ao que eu falei. Ufa! Ainda bem! Rio, agora leve. Falo para você sobre mim. Só besteiras, que vergonha! 
Quando escuto essa conversa comigo mesma me sinto tão ingênua! Eu sei, é tudo tão novo! Novo e desconhecido. O que fazer? O que não fazer? O que dizer? Como se comportar? Tudo isso passa pela minha cabeça. 
Já te beijei, mas não vou beijar de novo. Já te disse e não repito. Que façamos tudo uma vez! Um salto único em um sentimento! Sem prisões, sem laços, só palavras e querer bem. Te quero aqui e agora, mas eu não sei se vou querer depois. Então me ouça agora. Vamos andar, mas sem precisar segurar as mãos ou fazer promessas. 
Mas e se você não quiser isso? Então meu bem, sinto muito, sou de Sagitário e conheço a liberdade de voar 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

#006

Cansei. Cansei de você. Cansei dos teus olhos. Cansei das tuas risadas. Cansei de você falando de música. Cansei do teu nervosismo ao tocar violão. Cansei da tua voz. Cansei de tuas brincadeira principalmente.
Cansei de você brincar com meu coração. Cansei de te colocar no meu jogo e cansei de você se propor a jogar sem ter vontade de ganhar. Você sabia que eu armava o tabuleiro só pra você mexer as peças. Eu queria que você ganhasse, porque se isso acontecesse, eu ganhava também. Meu coração já era seu, só faltava você me entregar o seu. Podia ser pequeno, em partes, defeituoso, incompleto e sem graça; mas era seu coração e para mim, era mais que o suficiente. 
Eu gostava de ti, sabia? Gostava de nossas pequenas intrigas, pequenos toques, pequenas risadas. Eu enxergava em ti algo que não sei dizer. Me perguntavam: "o que você vê nele?" Ou "por que ele?"
E eu te digo: por nada. Não por eu ser alguém melhor, ou por causa dos seus olhos verdes, ou porque eu escrevia sobre você. Eu gostava de você sem motivos. Na verdade, para quê mentir? Ainda gosto, gosto muito.
Mas eu tinha que te falar, tinha que dizer que cansei de ser coadjuvante. Queria que você dissesse que gostava de mim. Mas só eu falei. Sei que te machuquei. Não quero que a gente fique assim, sem se ver, sem se falar, com medo das próximas palavras de um e de outro.
Eu precisava falar, mas também precisa te ouvir. E você não disse nada, apenas ouvi falar que ficou sem chão. O que isso significaria? Não sou boa em interpretar, já que não gostava de mim, como gostava de você, o que isso podia dizer? Esperança ou tristeza? Amigos ou nada mais? Eu não sei.
Não quero te perder. Possa ser que te perca naqueles sentimentos que eu tinha, mas não quero te perder como amiga, porque zelo por ti, eu gosto muito de ti. 
Passaram dois dias e isso tem ficado na minha cabeça dia e noite, em todos os momentos, em todas as conversas e em todos os gestos.
E agora? Será que só o tempo responderá? Não sei se quero esperar ou ouvir essa resposta...

segunda-feira, 23 de março de 2015

#005

Há coisas que nem o mais aguçado dos olhares consegue captar. Tais coisas, muitas vezes, fogem e nosso entendimento físico e quando isso acontece, nosso emocional domina e transforma em sonho, molda a realidade. Assim, parece que foi algo muito longe, parece areia escorrendo pelos dedos.

Era assim que se sentia pela manhã, ainda revivendo o que a noite lhe proporcionara. Não que fosse algo muito grande, mas, sim, algo muito significativo, que, não cabendo no peito, transbordava e escorria. Sua alegria estava estampada na alma e no rosto, iluminando o dia e fazendo o trabalho do Sol.
Na verdade, sua alegria era baseada na simplicidade, uma pequena mudança de realidade. Na noite anterior, conseguira ter contato com seus amigos, depois de muito tempo de separação. Bons anos lhe vieram a mente e um aperto de alegria sufocava seu coração. Como estiveram durante este tempo? O que haviam feito? O que havia mudado? Estavam casados? Solteiros? Viúvos? Por onde andavam? Na Europa, Na Oceania? Ou na rua debaixo? Como se sentia uma menina novamente! O entusiasmos de se permitir ser quem já foram e já se esqueceram era algo que impulsionava uma adrenalina maravilhosa, que era ainda mais impulsionada pelo fato de que tudo estava acontecendo de modo rápido e logo seria o momento de se verem.
Pensava, como a internet era um bom instrumento, pois sem ela, nada disso seria possível. Graças às redes sociais, pudera entrar no grupo que tinha sido o seu a muito tempo. Graças à internet, podia ver quem ainda podia estar com ela, com quem ainda teria lembranças e risadas do que já passara.

A juventude tinha sido uma época linda, um tanto complicada, mas doce, sempre doce. Ninguém tinha preocupações, a não ser as lições de casa e os encontrinhos. Os menores problemas podiam ser contornados com um pequenos desvios no caminho. Já os grandes e banais problemas eram suavizados pelos amigos, pela emoção, não sendo suficientes para trazer abalo. Nesse período, começaram e terminaram os primeiros namorinhos, tiveram intrigas, inimizades e amizades, transformações. Ah, essas últimas eram carregadas, sempre extremas, repleta de comportamentos antagônicos. Como éramos felizes e não sabíamos! Deixamos esse tempo passar rápido demais e não nos seguramos a ele porque pensávamos que duraria para sempre. Quem dera, quem dera que durasse... Mas, se olhássemos com cuidado, tais adolescentes ainda habitavam os mesmos corpos. Mais tímidos, é verdade, mas suas vozes não são totalmente caladas e um grito mais alto às vezes sairia sem que se percebesse.

Mas ai, no momento de conter o adolescente, viria o adulto. E que bichinho chato era esse! Sempre interrompendo, se achando dono da verdade da razão! E por vezes somos, mas não entendemos porque não podemos sê-lo sempre. Achamos que deixamos tal juventude para trás há muito tempo e que agora o trabalho acima de tudo, o respeito e cometários feitos sobre nós tem que ser verdadeiros e bem espalhados para que cresçamos. Pensamento tolo! Gastamos nossa responsabilidade com besteiras. E os nossos sonhos? Nossos planos? Nossos amigos? Todos ficaram em lugares diferentes de um mesmo trem, sem ter o direito de falar, só se cumprimentando de forma educada quando impossível evitar a comunicação. Deixamos tudo o que éramos para trás, pois era tais coisas pertencem a juventude e tal ser não é mais parte de nós.

Quem dera que não fosse tarde demais quando percebemos que podíamos ter ouvido o adolescente, mas ai já se foi o tempo certo. Mas nossos corpos não se transformam porque queremos, ele dói por essas memórias. E as lembranças angústias e arrependimentos permeiam nossas mentes. Estamos velhos, sabemos disso, mas não queremos acreditar.
Por isso, os amigos são tão importantes. Não se precisa mais de amores infinitos, de fingirmos sermos adultos, de calarmos sempre o nosso adolescente. Que se dane o que somos e o que seremos. Já é tarde e sabemos disso. Ela sabia e sentia que isso só podia ser um sinal. Que só ela se encontrando novamente com seus amados amigos que há tanto não via, podiam fingir que o tempo nunca havia passado. Quando estivessem juntos,podiam fingir que eram os mesmos, que tudo estava igual e que ninguém era melhor que ninguém. Todos seriam jovens de novo, todos ririam das mesmas besteiras, todos se permitiriam ser. Afinal de contas, quando é que outra oportunidade como essa surgiria?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

#004

Querido,

  sinto muito se não foi do jeito que você esperava. Para mim, também não foi. Mas saiba que isso é uma lição e não há problema algum dizer que acabou, as coisas são assim. O mais engraçado (se posso dizer assim) é quando a vida se entrelaça com o destino.
  A vida e o destino se completam. A vida é o caminho e o destino o modo como caminhamos. É engraçado, pois temos a opção de segui-los separadamente. Mas não a gente. Nós seguramos nossas mãos e seguramos nossas barras. Tomamos a responsabilidade de fazer as coisas de forma maior: mais alegres, maiores, com mais sentimentos, com mais dificuldades também.
  As dificuldades são, ao mesmo tempo, o que adoça e o que amarga. Elas adoçam quando são modificadoras, quando tiram do cotidiano, quando dão mais prazer ao feito. Elas amargam quando são maiores do que as alegrias que trazem, elas amargam quando estamos cansados demais para esperar o que vem além dela.
   Querido, tenho certeza que acabou, porém também tenho a certeza de que valeu a pena. Possa ser que eu tenha dito que queria mais ou algo diferente, mas agora, olhando para o que aconteceu e quem fomos, eu sorrio. Sorrio por saber que foi do jeito que foi. Sorrio porque não foi perfeito. Sorrio porque não foi fácil. Sorrio porque foi um sonho. Sorrio porque acabou. Querido, você era especial para mim, mas agora não passa de lembranças.
  Com certeza nem todas as lembranças são agradáveis, mas são necessárias Espero que eu tenha te dado lembranças também. Espero também que algo igual ao o que tivemos não se repita, pois esse "algo" está fadado a morrer.
  A toda hora, novos sentimentos nascem. Nascem com mais intensidade do que os adjetivos para caracterizá-los. Nós sentimos mais do que palavras, sendo essas insuficientes para alguns assuntos e assim somos rotulados como insensíveis. Diga se não é algo engraçado?
  Pois então querido, que deixe o que tivemos no passado. Peço que por favor, deixe para trás. Você tem que fazer isso, ou então nunca mais se permitirá ao novo. E o novo é tão bom! Não peço que esqueça o que aconteceu, pois assim você se perderá, mas peço que você se abra e se permita. Sinto em te dizer que não há mais nada que posso fazer por você além desta carta. Não existem mais sentimentos que me prendam a você e muito menos algum laço sanguíneo ou de amizade. Você precisa andar.
  Sabe, querido, é até algo natural. Primeiro, precisamos nos apoiar para começar com os primeiros passos. Eles são os mais difíceis, mas também são os melhores. São que eles lhe darão liberdade. Eu já fui o seu aparador por muito tempo e já é hora dos seus passos sozinhos começarem. Eu já caminhei, eu já descobri novos caminhos, á conheci lugares novos. Não posso dizer o mesmo de você.
  Preciso que você faça isso. Sinto muito por tudo o que aconteceu, mas não tenho nenhum compromisso ou responsabilidade com você. Você está só. Eu sei o quão chato isso é. Então para que isso não perdure, ande.
  Então querido, aqui encerro tudo que já fomos ou que seríamos. Espero que leia isso e pense. Não pode ser diferente do que te disse. Não adiantará nada que você me siga e que tente retomar o que acabamos. É o fim. Espero de coração que ache seu "novo", já está na hora. Foram bons tempos que vivemos, tivemos incontáveis alegrias, mas infelizmente, muitas dores da minha parte, me machuquei muito. Então, por favor ande, não a necessidade em me machucar mais em relação a algo com você. Te deixo com um boa sorte e adeus.
                                                        Por tudo aquilo que fomos, continue.
                                                                    Sua querida sem mais nenhum significado para você.

PS: Engraçado não é? Quando estávamos juntos, fazia questão de me deixar de lado. Agora que se viu só... Aconselho que mude isso, pois é o pior em você. Acima de tudo, mesmo sendo quem você é, acredito que mereça algo no futuro, pois nunca foi de meu feitio desejar o mal, e você sabe disso.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

#003

Muitas vezes as coisas estão escondidas, nem sempre são fáceis de serem vistas e muito menos apreciadas. Existe uma certa dificuldade para que se pare e se observe o que acontece ao redor.Há tanta coisa para se ver... Realmente é uma pena. Perdemos a nossa sensibilidade para o tempo e a rotina. Sempre se caminha com pressa, sempre se dirige com raiva, sempre passando pelos mesmos lugares, sempre tendo algo para fazer, sempre tendo um prazo e um horário a cumprir. Sempre, sempre, sempre. Nunca se tem algo. Não se tem mais paciência, não se tem mais prazer, não se tem mais disponibilidade, não se tem mais humor.

Temos que nos abrir, temos que criar espaços. Estamos sempre perdendo, por que não nos permitimos ganhar? Deixemos o acúmulo de responsabilidade e trabalho para o outro dia, pelo menos uma vez, e deixemos que nossos amigos invadam nossas casas, junto com flores, doces e alegrias. Deixemos para falar dos problemas mais comuns para que façamos planos para o futuro, uma viagem ou uma breve saída. Deixemos de reclamar para que agradeçamos, não importa o quão pequena seja a coisa ou o ato. Deixemos os espinhos e sejamos as rosas.

Não temos que ser felizes em tempo integral, até porque assim não seria tão prazeroso, mas não sejamos pedras. Vamos ser vento. Pedras são duras, empatam o caminho, nunca andando nem para frente nem para trás, sempre dura, sempre seca, sempre cinza, marrom ou preta. Sejamos o vento, que se permite caminhar, se desdobrar, manobrar, ter seus momentos, ser único, maleável e doce.

Não podemos perder, não importa se sejam os segundos, ou o momento ou os frutos. Deixe que possamos apreciá-los. Deixe que venham e mesmo que não sejam intensos, que marquem. Como diz a música: "vamos nos permitir". Deixe que cometamos erros, mas também deixe que possamos consertá-los. Deixe que briguemos ás vezes, mas também deixe que perdoemos. Deixe que possamos aproveitar a vista para que possamos lembrá-la. Deixe, permita, abra espaço.

Se não conseguimos olhar ao nosso redor e tirar algo positivo de lá, do que serve? Se não conseguimos ignorar as muitas coisas ruins e olhar com o coração para as coisas boas, do que serve? Que vejamos o que temos! Que seja ruim, mas que também seja bom. Nossos olhos estão aqui. para serem usados com cautela e astúcia. Eles servem para ver, absorver, aprender, gravar, nossas portas da alma. Que eles mostrem algo colorido, que nossa alma seja colorida. Que apreciemos a beleza da natureza na curva das montanhas, nos topos das árvores, no brilho do sol, na passagem dos animais. Que apreciemos o homem e suas extensões, que vejamos os atos de amor e bondade mais simples, que seja distribuído o que há de bom e recolhido o que há de mal, que apreciemos as dobras das esquinas, as alturas dos prédios, a beleza das artes.

Não precisamos dos lápis, precisamos das cores. Deixe que elas se expressem por meio de nós, deixe que sejam expansivas, vamos sair do contorno. Temos que dar mais, deixar passar, nos levantar e mudar. Não podemos ser cinzentos, temos que vestir nossas cores. Não podemos nos render a rotina, vamos sempre transformar nossos dias para que nenhum seja igual ao outro. Não abaixemos a cabeça para atos inaceitáveis, porque nos achamos pequenos. Ora, se somos pequenos, que cresçamos o suficiente para enfrentar o que nos oprime, que tomemos nossa dose de coragem.

Vamos plantar um pouco mais, vamos colocar a semente, vamos ter paciência e ver nossa plantinha crescer e florescer. Vamos recolher nossos fruto, que primeiro serão pequenos, mas o tempo dará tamanho a eles. A vida é o nosso tempo para sermos plantas.Alguém nos semeou e espera e cuida de nós para que cresçamos, que formemos nossos galhos, mesmo que torcidos. Alguém espera nossas flores e nos temos a alegria de criarmos nossos frutos. Esse alguém que espera e aprecia é ninguém mais que você mesmo. Mesmo que depois apareçam mais especadores, nós somos os melhores para gostarmos de nós mesmo.

Então, que às vezes pare, sente em um banco e observe o seu redor. Vejam o que tem para você: se são as árvores, os pássaros, as pessoas e seus passos apressados, as crianças e sua diversão constate. Às vezes, só pare, relaxe e respire. Veja com os olhos. Aproveite o redor. Só sente e descanse. É melhor apreciar enquanto se tem tempo, do que correr do relógio quando se der conta do que perdeu.

domingo, 18 de janeiro de 2015

#002

Era alto e atraente. Forte e bonito. Talvez isso, somado a sua gentileza e inteligência, fossem seus pontos fatais para derreter o coração de qualquer um. Também havia seus lindos sorrisos, tinha uma para cada situação diferente. Era um garoto que chamava atenção. Joseph. Um nome digno para combinar com aquela criatura.

A única coisa que não combinava com ele era o fato de ser tão só. Tinha um pequeno grupo de amigos na escola, porém sempre ia pra casa sozinho e não saía de lá nem nos finais de semana. Por morar em uma cidade pequena, vários boatos sobre ele e a família corriam as ruas. Alguns diziam que os pais de Joseph, os Climbaeriam, eram muito ocupados e viajavam tanto que não paravam em casa, não tinham tempo para se dedicar ao filho. As más línguas diziam que eram loucos e que estavam internados em algum hospital muito longe dali. Agora eu, uma pessoa qualquer apenas observando e ouvindo a história, não sabia o que pensar dele.

Há algum tempo em que venho pensando sobre isso. Venho pensando no por que de Joseph ser alguém obscuro quando saía da escola, alguém que se esconde e que esconde algo, alguém que parece suspeito. E esse seu comportamento é o motivo pelo qual eu venho seguindo e observando ele. Faço isso, pois quero saber quem ele realmente é e não quero me deixar levar pela maldade do pensamento de alguns. Existem pessoas de vários tipos em uma cidade pequena e devo dizer que muitas delas quando se deparam com algo que não é casual, a rejeitam. Eu queria um motivo para que pudesse rejeitar esse tal de Joseph. Só observando e descobrindo sobre ele, eu poderia ter minhas respostas, e quem sabe, essa fascinação pelo menino misterioso passasse. Devo comentar que ficar perto dele era algo nocivo à saúde mental e visual. Eu o seguia por aproximadamente dois meses e durante esse tempo algo crescia dentro de mim: uma admiração, uma paixão.

Olhando-o de perto, cada dia mais, parecia que eles e seus amigos guardavam um grande e perigoso segredo. Se já tinha algo que em seu mistério que me atraia, e isso com certeza me trouxe para mais perto, sendo mais atenta, ouvindo e vendo mais. Criei ouvidos e olhos pelo colégio, não deixando que passasse nada, afinal de contas, além de curiosa estava apaixonada. Passei a ver que durante os intervalos, ele tomava alguns remédios e que, durante as aulas ou até em momentos que exigiam mais concentração, ele tinha alguns tiques nervosos. Por exemplo, durante os testes ou quando praticava esportes, piscava os olhos repetidas vezes, mais que o necessário, ou estalava a língua no céu da boca. Ele tentava ao máximo manter suas manias discretas e despercebidas, e de fato eram.

Mais tempo se passou até que percebesse minha presença, talvez só tivesse me visto por estar atrás dele o tempo todo. No começo, nós trocávamos olhares, e comecei a ficar preocupada com o isso significava. Podia ser que isso indicasse que estava com medo, que soubesse o que eu estava fazendo ou que eu representasse alguma ameaça. Porém, depois dos olhares, vieram os sorrisos, no inicio pequenos e disfarçados, depois, arrebatadores e calorosos. Depois dos sorrisos, vieram as palavras. Começaram com um “oi” aqui e ali, sem preocupação, para virarem conversas concretas, perguntado o que faria depois da aula. Percebi que era tímido e que tanta desconfiança sobre ele e sua família nada valiam. Suas conversas eram bem encaminhadas e sempre leves e engraçadas, nada me fazia desconfiar sobre as palavras pesadas que já tivesse ouvido sobre ele e os pais. Ele parecia ser normal. Comecei a entrar em seu círculo de amigos e começamos a almoçar juntos. Seus amigos ficaram um pouco tensos com a minha aproximação repentina e tal tensão só aliviou minimamente quando minhas amigas vieram sentar junto com o grupo e eles perceberam que não era algo passageiro, ainda tinha muito a acontecer.

Mais ou menos um mês após eu me mudar para sua mesa de almoço, começamos a namorar. Estava sendo uma época memorável, onde amigos sempre se encontravam, riam, se divertiam, contavam segredos e quando estavam juntos era sempre especial. Essa realidade estava sendo mais duradoura do que parecia e eu e Joseph faríamos seis meses juntos. Saíamos muito só nós dois. Íamos ao cinema e víamos seus filmes mais estranhos, ao teatro e assistíamos às peças contemporâneas e clássicas, aos parques e suas gramas serviam para ver o céu, às bibliotecas e suas seções mais antigas e engraçadas. Passávamos muito tempo em minha casa também, jantávamos lá, víamos DVDs e jogávamos. Meus pais conheciam Joseph e gostavam muito dele, confiavam nele para estar comigo. Mas tudo tinha um “porém”, assim como nossa relação. O nosso “porém” era que Joseph ainda não havia me apresentado a sua família e nem eu havia conhecido sua casa. Já tínhamos falado sobre isso muitas vezes e ele sempre adiava o máximo possível, mas nessa semana não teve escape e ele me levaria na sua casa. Seria um jantar no sábado, na casa dele.

Era uma casa grande, com estilo campestre e um lindo e bem cultivado jardim na frente. O ar de fim de semana e de fim de tarde combinado fazia com que tudo parecesse calmo e refrescante. Joseph tinha ido me buscar para ir  ao jantar e chegando a sua casa, fomos recebidos pela sua tia. Ela era jovem, uns trinta anos no máximo, com longos cabelos castanhos e um sorriso amigável. Seu nome era Jane e parecia ser alguém bem alegre e leve, ao contrário de todas as especulações sobre os Climbaeriam. O jantar estava arrumado na mesa da sala, o cheiro exalando e os pratos grandes e bem distribuídos, me dando água na boca. Quando nos sentamos para comer, ainda não havia sinal dos pais de Joseph e nem Jane dava a entender que eles iriam se juntar a nós mais tarde, não foi dita nenhuma palavra sobre eles nem por Joseph e nem pela sua tia. Depois do jantar, Joseph pediu para que eu e Jane nos sentássemos no sofá que ele iria fazer uma surpresa. Jane era simpática e conversarmos sobre alguns assuntos bobos enquanto esperávamos por Joseph. Perguntei a ela onde ficava o banheiro e ela me disse que era no segundo andar e indicou a escada, ela completou dizendo que era fácil de achar.

Quando cheguei ao segundo andar, vi muitas portas e logo vi que o que Jane disse não era tão verdade. Comecei a abrir as portas com cuidado, tentando achar o banheiro, porém na terceira porta que abri algo estava errado. Era um cômodo sem móveis e com um fedor horrível que parecia impregnado ali. Logo vi o motivo do cheiro desagradável: três corpos no chão, se decompondo. Eu fiquei desesperada, sem saber o que fazer ou falar. Decidi voltar a procurar o banheiro. Quando o achei, vi que tinha que me acalmar e não poderia descer e encontrar com Joseph e Jane com um comportamento suspeito. Eu tinha visto algo que não era da minha conta, como se tivesse invadido a privacidade da família, uma privacidade assustadora. Lembrando-me do que havia visto, vomitei. Percebi que já deveria estar de volta no andar inferior, então saí do banheiro. Lá embaixo, Joseph ainda não estava na sala com a surpresa, então inventei uma história qualquer para Jane e fui embora. Não poderia ficar mais tempo naquela casa depois do que eu tinha visto.

Voltei para minha casa e chegando lá não respondi a nenhuma das perguntas de meus pais e me tranquei no meu quarto. Tomei um longo banho para tentar refletir sobre o que tinha visto. O que eu pensaria sobre Joseph agora? O que ele e sua família eram? De quem eram aqueles corpos? Por que mereceram aquele fim? Uma mensagem chegou ao meu celular depois que sai do banho. Era Joseph e dizia: “Foi o quarto, não foi?”. Essa mensagem me atormentou, pois se ele sabia o que eu tinha descoberto, corria o risco de ter um fim parecido com o daqueles corpos ou quem sabe o que me aconteceria.

Já era muito tarde e as ruas estavam silenciosas demais quando me convenci a dormir, levada pelo cansaço. Quando estava começando a relaxar e embarcar em um sono pesado, um barulho na minha janela me incomodou. Primeiro não me importei muito por achar que era o vento, mas o barulho se tornou insistente. Fui até a janela e com preguiça olhei pelo vidro. Lá embaixo estava ele. Suprimi o pavor que cresceu dentro de mim. Debaixo da minha janela, e falou:

-Hana, me deixe explicar tudo.

Eu tinha que entender ele, tinha que ter um motivo. Ele sempre foi alguém tão bom, tão doce, tão confiável, como eu não poderia escutá-lo? Afinal de contas, tinha que saber o que aconteceu, e a mesma curiosidade que me impulsionou a conhecer ele melhor, foi a mesma que me permitiu ir ouvir o que quer que fosse que ele tinha para falar. Desci as escadas e fui até o fundo da casa, no quintal, onde ele estava. Sentamos em um dos bancos que estavam ali, virados um para o outro. Respirando fundo, ele começou:

-Eu tinha dez anos quando isso aconteceu. Minha família era muito unida e nesse dia eu queria fazer algo especial para eles, para agradecer por estarmos juntos. Aproveitando que eu era sempre o primeiro a acordar, decidi que ia fazer um café da manhã, mas eu não sabia cozinhar. Lembrei então da nossa vizinha, que sempre foi muito alegre e gentil e resolvi pedir a ajuda dela pra arrumar esse café. E esse foi o grande erro. A vizinha que ela era na frente de todos não estava lá. Estava uma pessoa má e sem escrúpulos. Hana, ela me abusou sexualmente. Eu me lembro de como chorava e gritava e ele não me soltava. Eu só queria que minha mãe me ajudasse e que ela estivesse lá. Depois desse ato, ela fingiu que nada tinha acontecido e fez o café da manhã que eu tinha pedido para ela me ajudar. Ela disse que era para eu ser um bom garoto, para que eu levasse a comida e que eles comessem o quanto quisessem. Ela ainda ameaçou que se eu falasse para alguém o que tinha acontecido ou se eu comessem o tal café da manhã, consequências piores do que aquelas viriam.

“Eu voltei para casa e esperei meus pais e meu irmão acordarem. Lembro-me deles levantarem e verem aquele lindo café e abrirem sorrisos enormes. Eles me chamaram para comer o delicioso café da manhã, mas eu disse que não, com medo do que a vizinha tinha falado. Lembro-me de ver todos eles satisfeitos, me agradecendo, eles felizes. Por fim, lembro-me deles dizendo que acabaram comendo muito e que iriam descansar. Até hoje eles descansam. Aquela bruxa os envenenou. A polícia procurou por ela e a encontraram morta, seu corpo no fundo de um rio. A única coisa que eu agradeço ter acontecido. Eu não aceitei a morte de meus pais e do meu irmão, eu fiquei sozinho. A tia Jane veio para cuidar de mim e eu fiz um único pedido: que ela deixasse meus pais e meu irmão dormindo, na nossa casa. Não suportaria vê-los enterrados, eu sinto que tudo o que aconteceu é culpa minha. Ainda hoje tomo remédios para controlar a ansiedade, depressão e tantas outras coisas que me atormentam. Então Hana, é isso que eu tenho como resposta para o que você viu, é essa a verdade que te ofereço. É você acreditar ou não. Se você preferir pode buscar a verdade você mesma, mas espero que acredite em mim.”

Eu olhei nos olhos de Joseph. Eles estavam cheios de lágrimas e eu via dor, muita dor. A dor de alguém que perdeu tudo sem ter culpa, a dor de alguém que escondeu isso de todos para que não se sentisse mais culpado do que já era. O que diria a ele? O que eu poderia dizer? Eu não sabia de nada, esta era apenas a ponta do iceberg. Estava em minhas mãos o que aconteceria em seguida. Bastava eu acreditar ou não. Isso era tudo.



sábado, 10 de janeiro de 2015

#001

Os dias nos trazem muitas alegrias. Simplesmente por existirem são maravilhosos, pois são obra da natureza, e a natureza é a razão para a beleza de tanta coisa. A natureza é responsável pelo pôr-do-sol e sua luz laranja, é responsável pelo mar e suas reviravoltas, pelas árvores com seus galhos, é responsável pelos pássaros e seus ninhos e é responsável pelas montanhas e suas alturas.

Essa alegria proporcionada pela natureza é pura e bem recebida porque é simples e universal. Cada um, de qualquer lugar pode dividir a mesma alegria ao assistir tais cenas. Mesmo separados por continentes, fronteiras, mares e pontes, temos direito a natureza. É simples pois é fácil de se explicar já que é várias ao mesmo tempo. A natureza causa reações, sentimentos e lembranças que são compreendidos sem precisar de explicação.

Por isso que se ama a natureza, por que ela é a vida e é a arte. Ela nos gera, nos alimenta, nos vê crescer e muda com a gente. Ela é bela e toda a pureza e complexidade é expressa por ela. Amamos a natureza porque se parece com a gente. Então se a natureza é tão gente como a gente, se é bela como arte e vida como a nossa, por que não a respeitamos?

A natureza está morrendo e estamos deixando. Estamos deixando que árvores deem seu lugar para que prédios onde gente hipócrita irá morar. Estamos deixando que os bichinhos percam lares e suas vidas para ganhar dinheiro, estamos deixando que as pessoas que não prestam falem por nós. Hoje, riqueza vale mais que vida, coisa que realmente é uma pena. Devemos enxergar mais com a mente, pensar sobre o que vemos e fazemos. Temos que tomar providencias, falar com a voz mais alta, mostrar que não estamos calados e que não aceitamos. Não podemos permitir que destruam a natureza e consequentemente nos destruam.

Falamos tanto de mudanças, então por que não somos ela? Ao incorporamos ela, podemos fazer e ser a mudança. Então daremos o primeiro passo de uma longa caminhada. Façamos dessa caminhada o início, o início de uma série de mudanças. Façamos do medo de perder algo vital como a natureza o apito de largada para que se iniciem mudanças antes que seja tarde de mais, antes que seja irreversível. Não nos acuemos só porque a voz que tem "poder" é a voz mais fraca, vamos pegar nos vozes e com elas mostraremos que podemos superar a indiferença.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Afinal, com que olhos vemos a vida?

Tudo na vida tem um motivo para acontecer. Uns acreditam em destino, outros em coincidências e alguns apenas que acontece porque tem que ser assim. Nenhum desses pensamentos excluí o fato de algo aconteceu e teve suas consequências. Estamos cercados de acontecimentos. Esbarrar com um estranho na rua, perder alguma coisa importante, se atrasar para algum compromisso e até se apaixonar ou desapaixonar por alguém. E a vida é isso: cheia de acontecimentos e significados.

Mas por quê a vida é assim, tão misteriosa e desejada? Viver é uma dádiva, algo que nos é dado com amor. Ainda mais importante é que a vida é nossa, de cada um que a tem, de cada um que a transforma. A vida é coletiva, é aquele seu amigo que alegra seu dia nas férias, é aquela pessoa que você nem gosta mas está com ela todos os dias e são as pessoas que você já perdeu pelas causas ou pelo tempo.  Não se pode ser só. Há quem diga que prefere estar só, há quem prefira as multidões, mas é certo de que sempre existe alguém com você na forma espiritual ou física e om certeza esse alguém desempenha um papel importante na sua existência.

Então a vida nos leva, nos carrega e nos embala. Nos traz imensas alegrias, terríveis tristezas, enormes sorrisos e dores latentes. E é exatamente por ser um gráfico oscilante que é atraente, nos chama. Temos a vida para nós mesmo, quem sabe já escrita ou por escrever, que precisa do nosso comando para avançar. A vida é nos dada com inúmeros objetivos que precisam ser alcançados.
Temos o objetivo, em comum, de mudar, de transformar. Temos que pegar a vida e transformá-la, mudá-la e moldá-la. Pegamos as coisas que sabemos e que fazemos melhor e espalhemos pelo mundo, damos elas de coração aberto, pois mudar é compartilhar. A mudança é algo que precisa atingir a todos.

Temos também o objetivo de trazer alegria. Pode ser de forma pequena ou de forma grande. Pode ser com atos solidários, um bom dia ou uma piada boba. A alegria que nos move e é necessária a todos. Ela sempre é vista como utopia, mas é muito mais simples que isso. Muitos não conseguem vê-la por procurarem demais, outros a encontram nas mais simples circunstâncias. É assim que a alegria se semeia, em grandes e pequenos atos, que nos atingem levemente como uma brisa.

Então aqui estou eu, transformando a minha vida e a de quem se permitir que eu faça. Terei esse lugar como um espaço para semear meus pensamento  e dividi-los com vocês. Assim farei com meus sentimentos. Cada um transforma do jeito que sabe e o jeito que sei é por palavras. Pegarei as palavras e com elas montarei castelos, mundos e histórias. Espero que as minhas palavras sirvam de algo a vocês e que vocês as dividam comigo, pois este lugar é tanto meu, quanto de vocês.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Bem vindos!

Este é um lugar para se sentir leve e seguro. Não importa quem seja, de onde venha ou o  que queira, aqui é para todos, para a liberdade. O objetivo para que venho estar aqui é para que possa fazer minha parte do jeito que posso, pois acredito que essa seja minha missão.

Todos tem uma razão para viver, para procurar a alegria, para ser quem são. A minha razão para tudo isso são as palavras. As palavras sempre me guiaram, me acompanharam, me deram as asas que preciso para poder voar, me deram os olhos que preciso para ver o mundo, me deram um coração que bate formando um texto.

Assim que percebi a importância das palavras na minha vida, decidi que eram elas que eu queria como farol. Seriam elas que mostrariam meu significado e ser, seriam elas meu legado. Decidi que não podia guardá-las para mim mesma e que alguém precisava lê-las e através delas me conhecer. E com essa decisão vi que não só eu preciso disso, então aqui servirá para os meus leitores também. Não só eu irei postar aqui meus textos, desabafos, viagens através de mim mesma, como também escutarei quem quiser falar comigo.

Quero que levem daqui o quanto quiserem e também quero que deixem algo. Pois, quando entrar aqui, fará parte de uma vida, de um espaço que abri como uma grande sala. Nessa grande sala, queima um lareira e sempre terá algo que gostem, sejam um chá, um biscoito, um poema, uma imagem, uma fala, um apoio.


Aqui é o lugar para todas as artes, para todas as palavras, para todas as imagens. Sejam bem vindos!