Cansei de você brincar com meu coração. Cansei de te colocar no meu jogo e cansei de você se propor a jogar sem ter vontade de ganhar. Você sabia que eu armava o tabuleiro só pra você mexer as peças. Eu queria que você ganhasse, porque se isso acontecesse, eu ganhava também. Meu coração já era seu, só faltava você me entregar o seu. Podia ser pequeno, em partes, defeituoso, incompleto e sem graça; mas era seu coração e para mim, era mais que o suficiente.
Eu gostava de ti, sabia? Gostava de nossas pequenas intrigas, pequenos toques, pequenas risadas. Eu enxergava em ti algo que não sei dizer. Me perguntavam: "o que você vê nele?" Ou "por que ele?"
E eu te digo: por nada. Não por eu ser alguém melhor, ou por causa dos seus olhos verdes, ou porque eu escrevia sobre você. Eu gostava de você sem motivos. Na verdade, para quê mentir? Ainda gosto, gosto muito.
Mas eu tinha que te falar, tinha que dizer que cansei de ser coadjuvante. Queria que você dissesse que gostava de mim. Mas só eu falei. Sei que te machuquei. Não quero que a gente fique assim, sem se ver, sem se falar, com medo das próximas palavras de um e de outro.
Eu precisava falar, mas também precisa te ouvir. E você não disse nada, apenas ouvi falar que ficou sem chão. O que isso significaria? Não sou boa em interpretar, já que não gostava de mim, como gostava de você, o que isso podia dizer? Esperança ou tristeza? Amigos ou nada mais? Eu não sei.
Não quero te perder. Possa ser que te perca naqueles sentimentos que eu tinha, mas não quero te perder como amiga, porque zelo por ti, eu gosto muito de ti.
Passaram dois dias e isso tem ficado na minha cabeça dia e noite, em todos os momentos, em todas as conversas e em todos os gestos.
E agora? Será que só o tempo responderá? Não sei se quero esperar ou ouvir essa resposta...
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