Querido,
sinto muito se não foi do jeito que você esperava. Para mim, também não foi. Mas saiba que isso é uma lição e não há problema algum dizer que acabou, as coisas são assim. O mais engraçado (se posso dizer assim) é quando a vida se entrelaça com o destino.
A vida e o destino se completam. A vida é o caminho e o destino o modo como caminhamos. É engraçado, pois temos a opção de segui-los separadamente. Mas não a gente. Nós seguramos nossas mãos e seguramos nossas barras. Tomamos a responsabilidade de fazer as coisas de forma maior: mais alegres, maiores, com mais sentimentos, com mais dificuldades também.
As dificuldades são, ao mesmo tempo, o que adoça e o que amarga. Elas adoçam quando são modificadoras, quando tiram do cotidiano, quando dão mais prazer ao feito. Elas amargam quando são maiores do que as alegrias que trazem, elas amargam quando estamos cansados demais para esperar o que vem além dela.
Querido, tenho certeza que acabou, porém também tenho a certeza de que valeu a pena. Possa ser que eu tenha dito que queria mais ou algo diferente, mas agora, olhando para o que aconteceu e quem fomos, eu sorrio. Sorrio por saber que foi do jeito que foi. Sorrio porque não foi perfeito. Sorrio porque não foi fácil. Sorrio porque foi um sonho. Sorrio porque acabou. Querido, você era especial para mim, mas agora não passa de lembranças.
Com certeza nem todas as lembranças são agradáveis, mas são necessárias Espero que eu tenha te dado lembranças também. Espero também que algo igual ao o que tivemos não se repita, pois esse "algo" está fadado a morrer.
A toda hora, novos sentimentos nascem. Nascem com mais intensidade do que os adjetivos para caracterizá-los. Nós sentimos mais do que palavras, sendo essas insuficientes para alguns assuntos e assim somos rotulados como insensíveis. Diga se não é algo engraçado?
Pois então querido, que deixe o que tivemos no passado. Peço que por favor, deixe para trás. Você tem que fazer isso, ou então nunca mais se permitirá ao novo. E o novo é tão bom! Não peço que esqueça o que aconteceu, pois assim você se perderá, mas peço que você se abra e se permita. Sinto em te dizer que não há mais nada que posso fazer por você além desta carta. Não existem mais sentimentos que me prendam a você e muito menos algum laço sanguíneo ou de amizade. Você precisa andar.
Sabe, querido, é até algo natural. Primeiro, precisamos nos apoiar para começar com os primeiros passos. Eles são os mais difíceis, mas também são os melhores. São que eles lhe darão liberdade. Eu já fui o seu aparador por muito tempo e já é hora dos seus passos sozinhos começarem. Eu já caminhei, eu já descobri novos caminhos, á conheci lugares novos. Não posso dizer o mesmo de você.
Preciso que você faça isso. Sinto muito por tudo o que aconteceu, mas não tenho nenhum compromisso ou responsabilidade com você. Você está só. Eu sei o quão chato isso é. Então para que isso não perdure, ande.
Então querido, aqui encerro tudo que já fomos ou que seríamos. Espero que leia isso e pense. Não pode ser diferente do que te disse. Não adiantará nada que você me siga e que tente retomar o que acabamos. É o fim. Espero de coração que ache seu "novo", já está na hora. Foram bons tempos que vivemos, tivemos incontáveis alegrias, mas infelizmente, muitas dores da minha parte, me machuquei muito. Então, por favor ande, não a necessidade em me machucar mais em relação a algo com você. Te deixo com um boa sorte e adeus.
Por tudo aquilo que fomos, continue.
Sua querida sem mais nenhum significado para você.
PS: Engraçado não é? Quando estávamos juntos, fazia questão de me deixar de lado. Agora que se viu só... Aconselho que mude isso, pois é o pior em você. Acima de tudo, mesmo sendo quem você é, acredito que mereça algo no futuro, pois nunca foi de meu feitio desejar o mal, e você sabe disso.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
#003
Muitas vezes as coisas estão escondidas, nem sempre são fáceis de serem vistas e muito menos apreciadas. Existe uma certa dificuldade para que se pare e se observe o que acontece ao redor.Há tanta coisa para se ver... Realmente é uma pena. Perdemos a nossa sensibilidade para o tempo e a rotina. Sempre se caminha com pressa, sempre se dirige com raiva, sempre passando pelos mesmos lugares, sempre tendo algo para fazer, sempre tendo um prazo e um horário a cumprir. Sempre, sempre, sempre. Nunca se tem algo. Não se tem mais paciência, não se tem mais prazer, não se tem mais disponibilidade, não se tem mais humor.
Temos que nos abrir, temos que criar espaços. Estamos sempre perdendo, por que não nos permitimos ganhar? Deixemos o acúmulo de responsabilidade e trabalho para o outro dia, pelo menos uma vez, e deixemos que nossos amigos invadam nossas casas, junto com flores, doces e alegrias. Deixemos para falar dos problemas mais comuns para que façamos planos para o futuro, uma viagem ou uma breve saída. Deixemos de reclamar para que agradeçamos, não importa o quão pequena seja a coisa ou o ato. Deixemos os espinhos e sejamos as rosas.
Não temos que ser felizes em tempo integral, até porque assim não seria tão prazeroso, mas não sejamos pedras. Vamos ser vento. Pedras são duras, empatam o caminho, nunca andando nem para frente nem para trás, sempre dura, sempre seca, sempre cinza, marrom ou preta. Sejamos o vento, que se permite caminhar, se desdobrar, manobrar, ter seus momentos, ser único, maleável e doce.
Não podemos perder, não importa se sejam os segundos, ou o momento ou os frutos. Deixe que possamos apreciá-los. Deixe que venham e mesmo que não sejam intensos, que marquem. Como diz a música: "vamos nos permitir". Deixe que cometamos erros, mas também deixe que possamos consertá-los. Deixe que briguemos ás vezes, mas também deixe que perdoemos. Deixe que possamos aproveitar a vista para que possamos lembrá-la. Deixe, permita, abra espaço.
Se não conseguimos olhar ao nosso redor e tirar algo positivo de lá, do que serve? Se não conseguimos ignorar as muitas coisas ruins e olhar com o coração para as coisas boas, do que serve? Que vejamos o que temos! Que seja ruim, mas que também seja bom. Nossos olhos estão aqui. para serem usados com cautela e astúcia. Eles servem para ver, absorver, aprender, gravar, nossas portas da alma. Que eles mostrem algo colorido, que nossa alma seja colorida. Que apreciemos a beleza da natureza na curva das montanhas, nos topos das árvores, no brilho do sol, na passagem dos animais. Que apreciemos o homem e suas extensões, que vejamos os atos de amor e bondade mais simples, que seja distribuído o que há de bom e recolhido o que há de mal, que apreciemos as dobras das esquinas, as alturas dos prédios, a beleza das artes.
Não precisamos dos lápis, precisamos das cores. Deixe que elas se expressem por meio de nós, deixe que sejam expansivas, vamos sair do contorno. Temos que dar mais, deixar passar, nos levantar e mudar. Não podemos ser cinzentos, temos que vestir nossas cores. Não podemos nos render a rotina, vamos sempre transformar nossos dias para que nenhum seja igual ao outro. Não abaixemos a cabeça para atos inaceitáveis, porque nos achamos pequenos. Ora, se somos pequenos, que cresçamos o suficiente para enfrentar o que nos oprime, que tomemos nossa dose de coragem.
Vamos plantar um pouco mais, vamos colocar a semente, vamos ter paciência e ver nossa plantinha crescer e florescer. Vamos recolher nossos fruto, que primeiro serão pequenos, mas o tempo dará tamanho a eles. A vida é o nosso tempo para sermos plantas.Alguém nos semeou e espera e cuida de nós para que cresçamos, que formemos nossos galhos, mesmo que torcidos. Alguém espera nossas flores e nos temos a alegria de criarmos nossos frutos. Esse alguém que espera e aprecia é ninguém mais que você mesmo. Mesmo que depois apareçam mais especadores, nós somos os melhores para gostarmos de nós mesmo.
Então, que às vezes pare, sente em um banco e observe o seu redor. Vejam o que tem para você: se são as árvores, os pássaros, as pessoas e seus passos apressados, as crianças e sua diversão constate. Às vezes, só pare, relaxe e respire. Veja com os olhos. Aproveite o redor. Só sente e descanse. É melhor apreciar enquanto se tem tempo, do que correr do relógio quando se der conta do que perdeu.
Temos que nos abrir, temos que criar espaços. Estamos sempre perdendo, por que não nos permitimos ganhar? Deixemos o acúmulo de responsabilidade e trabalho para o outro dia, pelo menos uma vez, e deixemos que nossos amigos invadam nossas casas, junto com flores, doces e alegrias. Deixemos para falar dos problemas mais comuns para que façamos planos para o futuro, uma viagem ou uma breve saída. Deixemos de reclamar para que agradeçamos, não importa o quão pequena seja a coisa ou o ato. Deixemos os espinhos e sejamos as rosas.
Não temos que ser felizes em tempo integral, até porque assim não seria tão prazeroso, mas não sejamos pedras. Vamos ser vento. Pedras são duras, empatam o caminho, nunca andando nem para frente nem para trás, sempre dura, sempre seca, sempre cinza, marrom ou preta. Sejamos o vento, que se permite caminhar, se desdobrar, manobrar, ter seus momentos, ser único, maleável e doce.
Não podemos perder, não importa se sejam os segundos, ou o momento ou os frutos. Deixe que possamos apreciá-los. Deixe que venham e mesmo que não sejam intensos, que marquem. Como diz a música: "vamos nos permitir". Deixe que cometamos erros, mas também deixe que possamos consertá-los. Deixe que briguemos ás vezes, mas também deixe que perdoemos. Deixe que possamos aproveitar a vista para que possamos lembrá-la. Deixe, permita, abra espaço.
Se não conseguimos olhar ao nosso redor e tirar algo positivo de lá, do que serve? Se não conseguimos ignorar as muitas coisas ruins e olhar com o coração para as coisas boas, do que serve? Que vejamos o que temos! Que seja ruim, mas que também seja bom. Nossos olhos estão aqui. para serem usados com cautela e astúcia. Eles servem para ver, absorver, aprender, gravar, nossas portas da alma. Que eles mostrem algo colorido, que nossa alma seja colorida. Que apreciemos a beleza da natureza na curva das montanhas, nos topos das árvores, no brilho do sol, na passagem dos animais. Que apreciemos o homem e suas extensões, que vejamos os atos de amor e bondade mais simples, que seja distribuído o que há de bom e recolhido o que há de mal, que apreciemos as dobras das esquinas, as alturas dos prédios, a beleza das artes.
Não precisamos dos lápis, precisamos das cores. Deixe que elas se expressem por meio de nós, deixe que sejam expansivas, vamos sair do contorno. Temos que dar mais, deixar passar, nos levantar e mudar. Não podemos ser cinzentos, temos que vestir nossas cores. Não podemos nos render a rotina, vamos sempre transformar nossos dias para que nenhum seja igual ao outro. Não abaixemos a cabeça para atos inaceitáveis, porque nos achamos pequenos. Ora, se somos pequenos, que cresçamos o suficiente para enfrentar o que nos oprime, que tomemos nossa dose de coragem.
Vamos plantar um pouco mais, vamos colocar a semente, vamos ter paciência e ver nossa plantinha crescer e florescer. Vamos recolher nossos fruto, que primeiro serão pequenos, mas o tempo dará tamanho a eles. A vida é o nosso tempo para sermos plantas.Alguém nos semeou e espera e cuida de nós para que cresçamos, que formemos nossos galhos, mesmo que torcidos. Alguém espera nossas flores e nos temos a alegria de criarmos nossos frutos. Esse alguém que espera e aprecia é ninguém mais que você mesmo. Mesmo que depois apareçam mais especadores, nós somos os melhores para gostarmos de nós mesmo.
Então, que às vezes pare, sente em um banco e observe o seu redor. Vejam o que tem para você: se são as árvores, os pássaros, as pessoas e seus passos apressados, as crianças e sua diversão constate. Às vezes, só pare, relaxe e respire. Veja com os olhos. Aproveite o redor. Só sente e descanse. É melhor apreciar enquanto se tem tempo, do que correr do relógio quando se der conta do que perdeu.
Assinar:
Comentários (Atom)